O sentimento não pode parar

 

A torcida vascaína deu provas de que, realmente, o vasco é um grande clube. A historia do vasco sempre foi marcada por muita luta e determinação, nada acontece no vasco de mão beijada, nada acontece de graça, as conquistas quando acontecem dessa forma mexem com o emocional de todos, e nesse momento, "o sentimento não pode parar".

Com certeza o vasco não terá vida fácil dentro de campo, porém com um bom planejamento, com jogadores a altura do clube, e com o apoio da torcida, tem tudo para dar certo. Olhando desta foram parece simples, mas não é. Essa Equação Planejamento x (Jogador + comisão técnica) + Torcida² = CAMPEÃO, não acontece facilmente, pois no futebol existem variáveis como arbritagem, empresários e mídia, que podem interferir diratemente no rendimento de uma equipe. Avante vascão, o sentimento não pode parar.

 



Categoria: Falando de Futebol
Escrito por serjao40 às 11:35:38
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Escrito por serjao40 às 21:25:45
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Infância de Suburbano IX

 

Quem souber responda, se acertar todos vc tem titulo de Rei do Suburbio. Se acertar cinco vc com certeza morava no suburbio, mais brincava apenas no seu prédio. Se vc acertou duas ou menos, sinto muito, vc jogou bola de gude no tapete de casa e soltou pipa no ventilador.

O que significa?

1)Marraio

2)Tricompanhe

3)Tentear

4)Dibicar

5)No Gude

6)A vera

7)A brinca

8)Fuderoso

9)carniça

10)Piçar

 



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 21:18:03
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Infância de Suburbano VIII

A maioria dos garotos tinha um sonho: Virar jogador de futebol. Jogar bola na rua e marcar time-contra eram as formas que nós tínhamos de aparecer, quem sabe não tem um olheiro de um clube observando? Essa era a nossa esperança, sermos descobertos. E fomos. Durante uma pelada dessas apareceu um "sujeito" que dizia que era olheiro do Vasco, e que levaria alguns garotos para fazer um teste. Para os que fossem "escolhidos", bastava pagar "cinco cruzeiros", acho que era essa a moeda da época, e esperar que uma Kombi branca iria passar no dia marcado. Nem cheguei a pedir a grana para o meu Pai, achava que ele não iria me dar. Os garotos que pagaram estão esperando a Kombi branca até hoje, e foram motivos de piada durante muito tempo.



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 10:09:05
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Infância de Suburbano VII

Existia algo no subúrbio que era imcomparável: "time de rua". Em todos os bairros, praticamente em cada rua existia um time, devidamente "organizado" com nome, técnico, camisa, e horário no campo da pracinha. Era normal jogar bola na rua, e dessa quantidade de peladeiros, tirávamos a qualidade para formar um bom time, é claro que sempre tinha o dono da camisa ou o dono da bola, esses acabavam jogando também. Durante a semana era assim, pelada na rua de segunda a sexta e "time-contra" no final de semana. No bairro o time da rua era o "Lixeirinha", esse era o nosso nome, era um bom time, ganhávamos muito mais do que perdíamos me lembro de começar jogando de lateral esquerdo, coisa de alguém que queria ser canhoto, como eu não era, ficava em casa "treinando" passes na parede com o pé esquerdo, treinava chutes e dribles também. Isso geralmente servia de aquecimento para a pelada, e as vezes o nosso aquecimento era uma boa "linha de passe", mais as vezes não dava certo, tinha uma vizinha que sempre furava as nossas bolas...Felizmente isso foi devidamente consertado. Ter um bom goleiro era algo difícil, me lembro que nós tínhamos um goleiro de outra rua, e que sempre gostava de agarrar para o nosso time, os demais jogadores que eu me lembro eram, bozó, sapo, gordinho, binho, mequinho, minhoca e maninho.....se adivinhar qual desses era o meu apelido ganha um doce.



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 09:51:27
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Eleições 2008

Fazia tempo que eu não via a maquina governamental sendo usada a favor de um canditado de forma tão escandalosa. Foram manchetes no jornal anuciando aumento para o funcionalismo do estado do Rio de Janeiro e anuciando pagamento de atrasados, upas sendo colocadas para funcionar em 15 dias, inauguração de restaurentes populares, e a pior de todas foi a troca do feriado do funcionário publico, o que certamente ajudou a aumentar o número de pessoas que não compareceram as urnas para votar. É esperar pra ver se todo essa esforço vai valer de alguma coisa. Espero para o bem do Rio de Janeiro que não tenha sido em vão.

Escrito por serjao40 às 22:34:45
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Infância de suburbano VI

Quem nunca ouviu falar que para curar o terçol, era preciso passar uma aliança aquecida no local? sem duvida nenhuma uma recomendação científica. Mais a campeã de todas as lendas ,na minha opinião, era a loira do banheiro que aparecia para raptar crianças, principalmente em escolas. Ela aparecia sempre de branco e com algodão no nariz, muitos acreditavam que ela se tratava de uma "alma penada", e outros que era de carne e osso, e por que incrível que pareça tem gente que até hoje acredita que ela exista, e que pode aparecer a qualquer momento. Antigamente era muito comum as pessoas terem na parede do quarto, acima da cama, um Terço, com uma cruz de uns 30 cm e um colar, de mais ou menos, 1 metro de diâmetro. Pois bem, imaginem alguém usando um Terço desses no pescoço? Pois foi o que aconteceu quando eu ainda estava no ginásio,um aluno com receio de ser raptado colocou um Terço desse no pescoço e foi para escola, e coitado daquele que tentasse convencer ele do contrário, como diria o menino prodígio, santa proteção Batman!



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 21:52:30
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Infância de suburbano V

Existem algumas lendas da minha infância que acho eu, eram típicas do subúrbio, “rato morto vira morcego” era uma delas. Lembro-me do “portuga” (apelido carinhoso para não citar o nome dele) que tinha um terreno vazio bem atrás da nossa “quadra”, o terreno era sempre mantido fechado e tínhamos que tomar cuidado para a bola não cair lá, o portuga mantinha uma pequena horta e tinha um “pé de cajá manga” do qual ele morria de ciúme, e com razão, pois a fruta era deliciosa, e quando estava madura a bola sempre caía lá. Mas vamos a historia do rato morto, nosso portuga tinha seus momentos, uma das coisas que ele mais gostava era presentear a galera com ratos, isso mesmo, ele tinha uma armadilha para pegar ratos, era uma gaiola grande com algumas iscas, depois que o rato entrava já era. O que fazia ele? Trazia a gaiola com um ou dois ratos, jogava álcool nos futuros morcegos, nisso todos nós já tínhamos pau e pedras na mão, seu portuga “acendia” os ratos e abria à gaiola, imaginem a cena... Várias crianças correndo atrás de ratos em chamas tacando pedra e dando pauladas, vida de rato na minha rua não era mole não. Depois do óbito sempre ouvia a mesma historia, “agora vão virar morcego”. Outra lenda era a seguinte, toda vez que furasse o pé com prego tinha que levar o prego para casa e espetar no prego uma cebola. Olha o problema, a dor de furar o pé, o desespero de ver seu sangue, e ainda tinha que levar o seu “agressor” para casa, se não colocasse o prego na cebola o machucado não iria fechar. E claro que junto com isso tinha que tomar uma injeção que doía muito. Desse jeito parece que criança do subúrbio só se machuca né, não só parece como é verdade. Lembro de ter visto osso e tripa algumas vezes. Sabe aquela raspada na canela? O sangue que demora aparecer e fica “aquela coisa branca”? Não pensávamos duas vezes, “caramba, apareceu o osso!”. E o “galo na cabeça”? Tinha que ser devidamente apertado com uma colher, dessa forma o galo não iria crescer. Mais a maior de todas as lendas era a loira que aparecia no banheiro das escolas para raptar crianças, mais essa merece uma capitulo a parte



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 18:46:31
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OLIMPISMO NO SÉCULO 21

Falar sobre o espírito olímpico, mesmo no século 21, seria falar sobre superação, companheirismo, paixão pelo esporte, e todos os adjetivos que denotam a grandeza de tornar-se um mito olímpico. O ideal olímpico, saudosamente, era a busca por um lugar entre os deuses, tornar-se campeão olímpico era igualar feitos divinos, recompensa que por si só valia qualquer sacrifício, afinal, quem não gostaria de ver seu nome eternizado entre seus semelhantes. Essa busca pela superação, no sentido de representar sua família, sua crença, sua terra natal, sempre foi o que marcou os atletas olímpicos, ser o melhor e voltar para sua casa para receber os louros da vitória. Casa, para muitos atletas que estiverem em Pequim – 2008, talvez essa palavra não tenha o seu real significado, pois em várias delegações encontramos atletas que não competiram por sua terra natal, competiram representando outra bandeira, outras crenças.... Tudo isso devidamente regulamentado pela organização do evento. Alguém pode imaginar Jesse Owens correndo pela Alemanha? Alguns exemplos me assustaram nessa olimpíada, a jogadora Bi campeã olímpica por Cuba, sua terra natal, joga hoje no voleibol russo e disputou a olimpíada pela Itália, no voleibol de praia duplas “brasileiras” representaram à Geórgia, esses são alguns poucos exemplos do que foram os jogos olímpicos de 2008. Sempre houve pouca tolerância com os atletas que não demonstrassem espírito olímpico, muitos tiveram que devolver suas medalhas quando não se admitia profissionais, alguns foram banidos para sempre, pois tentaram ganhar a qualquer custo usando meios ilícitos (doping), porém os atletas que trocam de nação também demonstram que querem ganhar a qualquer custo, grande parte desses atletas trocam a nacionalidade para poder participar da competição mais importante do cenário esportivo, e nessa louca vontade tornam-se egoístas, apenas pensado em si, esquecendo que o ideal olímpico e algo bem maior.



Categoria: Educação Física
Escrito por serjao40 às 18:32:30
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Infância de suburbano IV

A minha rua também era privilegiada em termos de espaço, eu morava numa rua que bifurcava, (bifurcar – v.t.d. separar (-se) em dois ramos) então assim que a rua foi asfaltada, os “caras grandes”, era assim que nós crianças tratávamos os mais velhos, fizeram a marcação de uma quadra de futebol de salão, podíamos jogar bola sem problemas, pois os carros não passavam na “quadra”, era assim que chamávamos esse espaço, quadra. Durante muito tempo não liguei muito, ia jogar bola mais ficava olhando as pipas no alto, não dava a menor atenção ao jogo, só depois de muito tempo é que me transformei no maior fominha de bola da rua. Todo esse espaço proporcionava as crianças várias possibilidades de brincadeiras, uma das melhores era jogar linha de passe na porta de um amigo nosso, que tinha na calçada um poste e uma árvore com uma distância ótima para servir de gol. Durante boa parte da tarde não dava para jogar na quadra, sol e asfalto não combinam muito, tínhamos que esperar o sol baixar, enquanto isso, linha de passe. O único problema é que as duas vizinhas desse meu amigo furavam todas as bolas que cainham no seu quintal. Isso era ruim, tomávamos o maior cuidado, mais às vezes não tinha jeito, a bola caía lá, e já era. Foram muitas bolas, porém um dia demos o troco. Era dia de São Cosme e São Damião, só um real suburbano sabe o que isso significa. Doces, muitos doces, e principalmente a farra para pega-los, acho que essa era a melhor parte, conseguir pegar o maior número de sacos de doce, para isso valia tudo, já vi amigo meu se passando por doente mental para furar a fila, não tinha dona de casa que não se comovia com um garoto segurando no pescoço do outro, todo “tordinho”, babando pelo canto da boca, sempre funcionava. Durante um dia de São Cosme e São Damião, eu e meus amigos decidimos nos vingar de todas aquelas bolas furadas, foi um decisão em grupo, nego até o fim que a idéia tenha partido de mim. Nosso “plano” foi o seguinte, no subúrbio existiam pessoas que davam doces com hora marcada, eram distribuídos cartões com o local e horário para pegar os doces, quem não tinha cartão não adiantava nem chegar perto. Fizemos isso, compramos cartões e preenchemos com endereço da nossa grande amiga furadora de bola, alguns se encarregaram de distribuir pelo bairro, no horário mercado sentamos e aguardamos. Foi a maior zona! O primeiro que chegou chamou pela dona da casa e foi prontamente posto para correr, diga-se de passagem, uma pessoa que fura bolas só porque elas caem no seu quintal não deve ser muito simpática. O segundo e o terceiro também foram postos para correr, mais de repente já havia um grande grupo, para nós era uma “multidão”, acho que distribuímos entorno de 50 cartões, imaginem as pessoas na porta gritando e balançando o portão: “queremos doce, queremos doce”. Esqueci de comentar que essa bela “senhora” tinha uma espingarda, que foi algumas vezes mostrada para nós durante as vezes em que jogávamos bola perto da casa dela. Não deu outra, na hora do tumulto, aquela gritaria, a molecada xingando, surge à bela “senhora” com a espingarda, correria total, gente se escondendo, um verdadeiro caos, e ficou esse jogo de ameaça, ela dizendo que ira atirar e a galera querendo doce, não deu outra, chamaram a “joaninha”, (nome popular dado aos fuscas que faziam parte da frota de carros de polícia), tomaram a arma dela, conversa daqui, alguns vizinhos interferiram, e após alguns momentos tensos chegaram a conclusão que não havia doce, que tudo não passava de um “mal entendido”. Infelizmente, nem eu e nenhum dos amigos tem detalhes maiores, pois apenas observamos de uma distância segura, porém a historia vazou e a brincadeira foi atribuída a minha pessoa e a de um amigo meu, correu o boato que nós éramos os “cabeças” de tudo. Imaginem só, atribuírem uma maldade dessas a um simples garoto de subúrbio.



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 15:37:13
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Infância de suburbano III

Com todo esse espaço nas casas suburbanas, sobrava bastante lugar para árvores frutíferas, no meu quintal tínhamos abacateiro e goiabeira, os dois vizinhos laterais tinham mangueiras, as mangas caiam no meu quintal literalmente, na vizinha mais ao lado tinha carambola, e na rua tinha amêndoas brancas e roxas. Ainda hoje quando vou à feira não compro nem abacate e nem goiaba, eram frutas que eu comia em casa, tirava da árvore e comia, não consigo pagar por algo que brotava no meu quintal. Comentei anteriormente que na minha casa tinha um galinheiro, não significa exatamente que no subúrbio se criava galinhas como na roça, mais eu me lembro que a minha mãe comprava galinhas vivas para levar para casa. Para que pudéssemos comer era preciso que minha mãe transformasse aquele animal em alimento. Querem saber como? Simples, primeiro cortava-se o pescoço, depois, se não me falha a memória, tinha que colocar na água fervendo para tirar as penas, então era só temperar, levar ao fogo e servir. Crianças criadas no subúrbio assistem tranquilamente a qualquer filme do Arnold Schwarzenegger, sem nenhum trauma.



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 15:30:23
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Infância de suburbano II

No subúrbio é assim, sobre espaço em casa e na rua para você fazer m....de todo o jeito que quiser. A casa onde morava tinha um bom quintal na frente, com garagem para o carro e sobrando espaço para brincar, na parte de trás da casa também tinha espaço suficiente para algumas árvores frutíferas, que comentarei mais a frente, e o terreno atrás da casa era vazio e pertencia ao meu tio, imagina um terreno todo para brincar. Lembro-me que tínhamos um galinheiro em casa, com direito a galo e galinha dentro, não era enfeite não, nos meus primeiros anos de vida esses eram os animais da minha casa, além de um papagaio que só falava “louro, louro”. Volta e meia eu tentava criar “pintinhos”, sem duplo sentido por favor, vamos entender. Semana sim semana não passava um carro anunciando a troca de pintinhos por garrafas velhas, eu não perdia uma promoção, sempre que possível pedia a minha mãe para trocar, colocava os bichinhos em uma caixinha, mas não me lembro de ver nenhum virar uma galinha. Era o maior barato ter pintinhos, pareciam bolas com asas, você jogava eles para cima, e os bichinhos sempre amorteciam a queda, nunca quicavam. Eu não era uma criança má, era apenas divertido ver os bichinhos “voando”. Malvado foi meu irmão mais velho, que após fazer uma horta no quintal da nossa casa, teve todo a sua colheita devorada pelos recém chegados pintinhos. Após notar que todo seu esforço serviu de banquete meu irmão torceu o pescoço de todos, nunca mais troquei pinto por garrafa.Todos devem estar imaginando onde estão os cachorros dessa casa, a minha casa era uma das poucas que não tinha cachorro, minha mãe não gostava, e não gosta até hoje. Um belo dia meu pai levou uma cachorro para casa, chegou com ele na hora do almoço, meu irmão caçula adorou, era um vira lata ainda pequeno, que por ser todo preto ganhou rapidamente o apelido de pretinha, na verdade tratava-se de uma cadela, foi uma festa. Corre daqui, chama a pretinha para lá, o maior barato, até que minha mãe perguntou para o meu irmão caçula: Você gostou dela? Então escolhe, se ela ficar mamãe vai embora. Antes do café da tarde não tínhamos mais cachorro. Para compensar, acho eu, meu irmão ganhou um coelho, que não era a mesma coisa que o cachorro, e muito menos parecido com os pintinhos, pois o coelho nunca amortecia a queda quando era jogado para cima.



Categoria: Infância de suburbano
Escrito por serjao40 às 12:31:46
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O Mito da Ginástica Olímpica.

A Ginástica Olímpica é uma das modalidades esportivas mais antigas e populares do programa olímpico. É um desporto que se distingue pela grande variedade de movimentos artificiais, dinâmicos ou estáticos de difícil coordenação, executados em condições especiais: nos aparelhos, onde o nível dos ginastas é avaliado por um grupo de juízes, conforme os critérios de dificuldade do programa, a composição e a qualidade de execução. A sua primeira aparição foi nos I Jogos Olímpicos da Era Moderna (1896), onde somente os homens participavam na Ginástica Olímpica, a participação feminina aconteceu apenas em 1928, nos IX Jogos Olímpicos, em Amsterdã. Com certeza trata-se de uma das mais belas modalidades do programa olímpico, seus movimentos leves e suaves, integrados ao grau de dificuldade dos exercícios, levam o público ao delírio, e também a alguns questionamentos. A ginástica olímpica impede o crescimento? A sua prática não é recomendada para crianças? Essas perguntas tornaram-se mitos na cabeça dos pais que desejam ver seus filhos e filhas praticando essa modalidade. A ginástica Olímpica não afeta o crescimento, assim como a sua prática é aconselhada para crianças e adolescentes. Para o desenvolvimento ósseo, são recomendados todo e qualquer tipo de exercício físico, desde que, devidamente supervisionado por um Profissional de Educação Física. Geralmente se questiona a altura, principalmente, das atletas femininas. O que acontece simplesmente é uma seleção natural, pois a menor estatura favorece a um melhor equilíbrio dinâmico, e as atletas que tem uma altura acima da média, naturalmente, irão procurar um esporte onde poderão tirar um melhor proveito da sua estatura.



Categoria: Educação Física
Escrito por serjao40 às 22:40:18
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Educação Física X Esporte de rendimento


Impossível não abordar esse tema após um ciclo olímpico, nas mesas redondas, quadradas, ovais e empenadas sempre vem o questionando sobre a participação do profissional de Educação Física como um garimpeiro de talento. A escola é um grande celeiro de novos atletas dizem....e cabe ao professor de Educação Física encaminhar todos aqueles que tem talento. Simples não? Mas não é...por uma série de fatores.
Os profissionais de Educação Física não gostam da visão geral da sociedade que insiste em pensar que as aulas de educação física escolar possam servir de local para detecção de talentos esportivos.
Por parte dos professores existe o medo de um retrocesso, imaginar aulas apenas para fins competitivos seria uma forma de excluir o aluno que tem menos habilidade, que tem pouca força ou pouca velocidade. Esse seria apenas um entre muitos motivos para não assumir essa função.
Temos uma dicotomia, a sociedade esperando de nós, profissionais de Educação Física uma posição, e a classe respondendo que essa não é sua função.
É função de quem então?
Penso que abrir mão de exercer essa função seria uma perda para a profissão, pois se o PEF não fizer, alguém irá fazer, ex-atletas, comentaristas, técnicos desportivos, seu vizinho...Será possível realizar uma proposta que contemple os novos rumos da Educação Física com o esporte de rendimento?
Temos que ter em mente que é impossível reproduzir o esporte de rendimento nas escolas, quem pensa dessa forma nunca trabalhou com esporte de rendimento, ou nunca deu aula em escola.
Analisando a escola como um todo, será que existe problema na professora de português que incentiva aquele aluno que escreve bem a participar de concursos de poesia? Ela esta excluindo os outros? Não gosto desse nivelamento por baixo, de preparar aula para “todos”, será que existe problema em valorizar quem é bom? Será que devemos achatar o ensino? Acho que são boas perguntas....Obviamente que esses processos devem ser cuidadosamente pensados, mais são perfeitamente possíveis.
Imaginem uma escola com um clube de ciências, onde os alunos que gostam dessa área de ensino teriam um professor a sua disposição para desenvolver projetos ligados ao estudo da astronomia, por exemplo, ou um clube de literatura para aqueles que gostam de escrever, que gostam de recitar poemas, não seria bom? É claro que seria necessário um horário extracurricular para isso.
Mais quando falamos em montar uma equipe esportiva na escola....isso não, seria a valorização do esporte de rendimento, iríamos colocar tudo que existe de ruim para os nossos alunos.
Escolinhas desportivas e equipes esportivas em horários extracurriculares são opções para quem quer algo a mais. Será que o aluno que escreve mal vai querer participar do clube de poesias? Se ele quiser será ótimo! Será que o menos habilidoso vai querer fazer parte da equipe? Será ótimo também! Isso é esporte da escola.
Se temos quantidade teremos qualidade, ou todos imaginam que Michael Phelps tinha ao seu lado durante os seus primeiros treinos companheiros que hoje são recordistas mundiais? Obviamente não......o interesente e que quando mais pessoas fizerem atividade física, quanto mais alunos participarem da aula, mais abertura teremos para abordar os temos ligados a EF....economia, política, saúde , estética, etc.
Acho que entre a escola e a olimpíada existe uma ponte muito grande, onde o profissional de Educação Física pode perfeitamente participar sem descaracterizar as atuais propostas da Educação Física, podemos ser mais um elemento nessa soma....ou deixar nas mãos, ou melhor, nos microfones das pessoas atuais.
Acho que entre a escola e a olimpíada existe uma ponte muito grande, onde o profissional de Educação Física pode perfeitamente participar sem descaracterizar as atuais propostas da Educação Física.



Categoria: Educação Física
Escrito por serjao40 às 21:23:36
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Conteúdos da Educação Física

É muito normal nas comunidades de relacionamento, blogs, nas rodas de bate papo na faculdade, as discussões sobre os conteúdos da EF, quais devemos utilizar na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino médio.
Primeiro devemos lembrar que os conteúdos da EF são os Jogos, os Esportes, as Lutas, a Dança (ritmo e expressão), a Ginástica e o Conhecimento do Corpo. Voleibol, piques e estafetas, são unidades que cada professor deve escolher de acordo com os conteúdos que ele escolheu para trabalhar.
Sendo dessa forma não encontramos livros com programas metodológicos sobre o que devemos aplicar, em cada etapa de ensino da escola. O que existe são sugestões de autores, algumas muito boas, (algumas sensacionais como o livro Educação Física na escola, de autoria de Suraya Darido), mais que nem sempre é a realidade física e ou financeira de cada escola.
Somos diferentes de outras disciplinas, nem melhores nem piores, apenas diferentes. Quando um aluno sai de uma escola no sexto ano e vai para o sétimo ano em outra escola, ele tem continuidade vertical e horizontal do que ele aprendeu em matemática, talvez tenha um pouco de dificuldade por questões metodológicas, (talvez tenha até facilidade), porém o que as outras disciplinas possuem que nós não possuímos é um norte, um lugar comum, para as demais disciplinas da escola esse norte chama-se VESTIBULAR.
Em função disso muitos de nós ficamos perdidos, pois ficamos buscando o norte, só que ele não existe...Será que deveria existir? Rs...
O vestibular serve de parâmetro final para as disciplinas, pois o aluno é preparado ano após ano para isso, ele precisa passar no vestibular se quiser um ensino de qualidade, apesar de hoje em dia existirem faculdades que basta você passar na porta para ser aprovado.
Mas voltando a nossa área... Não temos um norte a seguir, então cada conteúdo, teoricamente, pode ser aplicado no momento que o professor achar que deva, basta ter um pouco de bom senso, e lembrar das aulas de fisiologia, biomecânica, Psicomotricidade, ler um pouco de Le Bouch, Piaget, Vygotsky, Darido, Paulo Freire...Cada escola possui uma infra-estrutura diferente, então não adianta pensar em atividades aquáticas na pratica se na escola não tem piscina...pôxa como é dura a vida de professor de Educação Física, seria ótimo se tivéssemos um manual, um livro, uma apostila....Não temos. Mas possuímos muito mais do que isso temos a liberdade de ensinar sem amarras, o nosso aluno é livre para aprender realmente, pois podemos montar um programa que faça sentido, onde o aluno possa se tornar crítico em relação ao que ele aprende sobre educação física, e possa usar isso no seu dia a dia.
Não seria interessante se o nosso aluno aprendesse sobre continuidade e especificidade do treinamento, e reclamasse na academia que ele faz aula que ele deveria ter aula de 3 a 4 vezes por semana, e não duas vezes como sugeriu o dono? Apenas um exemplo...
Partindo desse principio, a coordenação de educação física, junto com os professores da escola que trabalho, resolveu desenvolver um programa que fizesse sentido para o aluno, para o professor e que pudesse ser aplicado na nossa escola. Fui montada uma grade com unidades práticas e teóricas, tentando trabalhar todos os conteúdos da EF.
O aluno do sexto ano tem atletismo e handebol como unidades práticas trabalhadas a cada semestre, e a cada bimestre temos as unidades teóricas. O aluno aprende sobre o que é Educação Física, o que é Esporte Lazer, o que é Esporte de Rendimento e o que é Educação Física Escolar. E assim passamos por todo o ensino fundamental sem repetir nenhuma unidade pratica ou teórica, sempre focando as unidades teóricas naquilo que é importante para aluno daquele segmento.
Na nossa escola decidimos por essas unidades teóricas no sexto ano, pois achamos importante que o aluno tenha esse conhecimento sobre o que é educação física, dessa forma o desenvolvimento das aulas ao longo do Ensino Fundamental ficaria facilitado.
Penso que é isso que devemos fazer, descobrir o que o nosso aluno necessita aprender, verificar o que a escola pode oferecer, e preparar muito material de estudo para essa garotada...Abraços



Categoria: Educação Física
Escrito por serjao40 às 21:21:54
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